Chegamos ao último módulo do curso e já antecipando as saudades que Lost Águas de São Pedro vai deixar. Agora é a cozinha francesa e de terroir. Pois é ando lendo muito essa palavrinha ultimamente. Mas que porra é essa de terroir? Na tradução para o vernáculo, terroir é terreno. Mas não é só isso, quando se fala em comida e bebida. A primeira vez que li foi na aula de sommelier de vinhos e acho que essa é a maneira mais adequada de se compreender o terroá. Ele é o conjunto de características geográficas, sociais, climáticas, geológicas, ambientais, botânicas e animais que definem um lugar. E além disso tem também a relação do homem com o lugar. O início no vinho é mais fácil pois o vinho só contém uvas e ele é a imagem especular do solo de onde a vinha brotou. Ele reflete o que o terreno tem. A ação humana entra no ponto em que o solo pode ser regado ou não, a vinha pode ser podada e assim por diante. Ou seja, a idéia de terroir está ligado aquilo que uma determinada localidade produz e isso é muito nítido na França, seja pelo fenômeno da especialização, seja pelo regionalismo, seja pelo terroir. Ou por tudo isso junto. A bem da verdade é que isso é meio geral na Europa toda, quero dizer o regionalismo.
Mas voltando a França e o curso, no primeiro dia tivemos aula teórica, em que foi falado sobre a história da gastronomia francesa, da importância da Catarina de Médici e do Napoleão, bem como os grandes chefs e deu também para traçar a ligação dos cozinheiros brasileiros com Escoffier e cia ltda. Vimos um vídeo sobre a produção de foie gras e também falamos sobre a influência da gastronomia francesa no Brasil.
No segundo dia fizemos algumas produções das regiões nordeste e oeste, eis as fotos:
Moules à la Marinère
Trutas com amêndoas (Truite aus Amandes)
Quiche Lorraine
Tarte Tatin, tem esse nome em homenagem as irmãs Tatin, que erram a receita mas no final deu tudo certo!
Além disso fizemos sorvete de baunilha e as marinadas para o pato confit e o bife borguinhon ou boef borguignon. E dessa vez não teve Almadém para marinar, teve um pinot noir da borgonha, arrrá!