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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Jantar com Romeu e Julieta, mais fotos

Valeu mãe, valeu pai!

Gustavo, esse forno está com as temperaturas em Farenheit!

Mara, a atriz atacando de Julieta

Do lado de lá da boqueta, Tina e Gustavo. Do lado de cá, a professora Ludmilla e a coodenadora Mariana

Luis, coloca mais parmesão na polenta, por favor.

Momento freudiano.

André Kussumoto, Klaus Vidrik e Jorge da Hora, professores do CCI

Dani, dona do Mailleur a coeur

A minha dólmã é mais descolada que a tua, Rodrigo! Arrá!

Não, hoje não tem porção de bolinhas de queijo.
A música era mais ou menos assim, lá lá lá ri...

Ei Luis, faz cara de sério que tamo na foto.
Pais do Gaeta
Montando as piadine
Patrícia, coordenadora dos cursos livres, Nãoseiquemé, Cíceera, diretora do Senac e Mariana, coodenadora do CCI
Olha para cá Dani, pliz!
Você viu meus óculos, Luis?

Sal? Pimenta? Tá bom? Hein? Hein?

Rodrigo, Luis, Gaeta e Tina

Ai meu ursinho do prazer.
Antonio Prado, foi quem nos apresentou os artistas que encenaram a peça.
Luciano Pacconi, esbanjando charme, luxo e sedução no papel de Romeu
Mãe e filho
Filho, mãe e pai

Carmen, Carlos, Rodrigo e Dani

Por que bacon é vida
Manteiga, mais manteiga!

Hummmm!
Delícia!
Rodrigo, polenta, panelas, Luis e Clô discostas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Uma noite com Romeu e Julieta, parte II

Demorou um pouco para voltar ao blog, mas foram por motivos nobres e outros nem tanto. Pois bem. Lá estavamos no dia 30 de dezembro, de manhã cozinhando para o grande evento do dia seguinte. Foi o encerramento do curso de Cozinheiro Chef Internacional, em que 45 convidados estariam nos prestigiando. Dentre eles estavam os professores do Senac e familiares, amores e amigos.
Pela envergadura do jantar, poderia ser feito num dia só. Com dois dias, tudo foi beeem tranquilo. Fizemos o pré preparo de quase tudo, incluindo a decoração e a comida em si. No dia 1º, finalizamos as produções e fomos ver a decoração do Salão. A coisa demorou um pouco e tivemos um atraso vexatório dos garçons, que eram os outos alunos do CCI, que iriam cozinhar no dia seguinte. E nós, que cozinhamos naquela ocasião iriamos atacar de garçon. 

Entre uma panela e outra, orientamos os garçons, arrumamos as mesas e demos instrução para os atores, Marcela e Luciano, que abraçaram a idéia de fazer uma intervenção cênica durante o jantar. Eles reencenaram a peça em quatro mini atos de 5 minutos. Os convidados gostaram muito, nós não conseguimos ver nada, por motivos óbvios. 

Lá estavam os convidados as sete e meia no bar do restaurante engenho das águas do Grande Hotel São Pedro degustando um bellini e umas piadinas de funghi e de tomate e queijo de cabra. Depois disso, fomos servindo o jantar, o primeiro prato foi um nhoque verde de ricotta, acompanhado de um Pizzato Chardonay. O segundo prato foi um carré de cordeiro com molho de funghi porcini e polenta. Harmonizamos o prato com um Pizzato Merlot. Depois veio a salada verde com chips de bacon enrolada num anel de focaccia e um vinagrete de aceto balsâmico. Continuamos com o Pizzato Merlot. Depois a sobremesa foi uma mousse de vinho com coulis de cereja e uma touille de amendoas. Aqui servimos um Pizzato Brut. Para os vegetarianos no segundo prato, servimos um ragu de funghi (shiitake, shimeji e paris).

Depois nos apresentamos e a Tina fez um discurso, apesar de ela não ter se apresentado como oradora da turma. Agradeceu todos pela participação, nossos colegas, a Pizzato, que patrocinou o evento com um desconto amigo na venda dos vinhos, o SENAC, os artistas Marcela e Luciano, familiares, amigos, amores e em especial a Silvia Rosa, que foi nossa professora de sommelier de vinhos e que fez o serviço de vinhos durante o jantar. 

Aqui faço meus agradecimentos pessoais, aos meus pais que sempre me apoiaram, ainda que irresignados, nessa jornada, e que a cada dia que se passa, entendem minha decisão, e cujo amor por eles é infinito. Aos colegas do CCI, cujos elogios já fiz pessoalmente, e cada um deles sabem da importância que tem na minha vida. A Daniele, que me acompanhou nessa reta final e traz diariamente inspiração para mim. A Pizzato Vinha e Vinhos, na pessoa da Jane Pizzato, pela atenção e profissionalismo. A Carolina Garofani, autora da receita de mousse de vinho branco e que cedeu gentilmente a receita, sem saber como iria ser o resultado, ou seja, que acreditou em nós. Aos Professores do Senac, cuja luta diária transforma essa estrutura paquidérmica em uma águia do saber. Aos amigos que estão distantes, mas que estão sempre presentes, pois eles também são responsáveis pelo nascimento da Culinária Afetiva. 

Até a próxima, o curso acabou na semana seguinte com a prova de bebidas e salão, mas não para por aí. Na tarde daquele dia de prova comecei a trabalhar no Senac a convite do Chef Jorge da Hora. Mas isso é história para outro post. E antes disso tem a viagem para SP com os meus pais.

Convite elaborado pelo Cristiano Rosa, marido da Silvia Rosa. Valeu meu caro!!!

Montagem do primeiro prato, nhoque verde com ricotta e manteiga de sálvia.
Segundo prato, carré de javali com molho de funghi porcini
Salada verde com radiccio e chip de bacon.

Mousse de vinho branco com coulis de cereja.
Em breve mais fotos.



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uma noite com Romeu e Julieta

Romeu e Julieta, uma história em que as lutas de espada, o disfarce, os equívocos, a tragédia, o humor e a linguagem da paixão simbolizam, no seu conjunto, o amor verdadeiro. Amor este possível e impossivel, cuja redenção está nele mesmo e, tal como na culinária, partilhamos do mesmo sentimento. E é nesta ocasião que gostariamos de apresentá-lo com um jantar insipirado no casal imortalizado por William Shakespeare.




Gostariamos de convidar todas as pessoas que gostamos, todos que contribuiram para essa jornada que se iniciou no começo deste ano, mas infelizmente, não dá. Fica aqui o registro de nosso imenso agradecimento.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cozinha Clássica Francesa, parte final.

Ou seria o começo de tudo, o começo do fim da minha vida? Hoje foi o último dia de aula prática no curso de Cozinheiro Chef Internacional. É claro que não acaba aqui! Este foi um retumbante começo. Foram onze meses cozinhando quase todos os dias. No meio de gente que gosta e, em tese, sabe cozinhar. Se bem que eu me refiro aqui aos companheiros de praça, Tina, Gustavo e Luiz, quem tive o incomensurável prazer de conhecer e a sorte de nos aproximarmos. Até parece que foi ontem que ficavamos bebendo aqui em casa nas quintas-feira até mais tarde, com receio de acordar meio ressaqueado. Mas sempre, sempre tinhamos um código, um ficava para salvar a praça. E nunca deu errado. Nem na feijoada, quando vi neguinho chegando bêbado de pouco dormir e muito beber. Amizada forjada no álcool, risadas, panelas e fogo. Vou sentir falta de vocês seus putos! Mas não admito que isso aconteça, por isso quero estar próximo de vocês! Não vai ter despedida, só terá começos, nada de fim. Sempre adiante. Muito obrigado praça 2! Muito obrigado Gustavo, meu novo irmão! Muito obrigado, Tina, nova irmãzinha! Muito obrigado, Luiz!!!

Ontem, a praça 2 estava uma bosta, e lá estava a Ludmilla, nossa professora querendo mostrar seus pupilos para o amigo cozinheiro francês.  Demos vexame. Hoje foi outro dia. Se ontem foi "o que aconteceu?", hoje foi "isso está uma delícia (em francês)". O magret de canard não servia nem para rosbife. Mas hoje o souflê de café matou a pau. O de queijo nem vou mencionar, se eu não tiro foto no início, não tem para mostrar. A sopa de cebola, matou a pau e o peixe com escamas de batata tava bom. Ah, teve o sorvete de ameixas e armagnac que, u-la-lá!

Destaco parte da leitura da professora para a praça: "vocês buscam a perfeição". Daí torno ao outro mestre que tivemos, Bruno Rios, cujo bordão é: "dá para melhorar, sempre". Como numa ferradura, nosso percurso mineral deu uma volta e nos mostrou que não podemos nos esquecer de onde viemos, do básico. Aliás, faço copiosos elogios a professora Ludmilla Fonseca, cuja obsessão pela perfeição perpassou por todas as aulas, impondo um ritmo e nível altos, sem mascarar a realidade com afagos e apontando com exatidão os pontos fortes. Perfeição e sinceridade, eis dois ingredientes principais da nossa receita. Muito obrigado Ludmilla!

Pato com laranja.

Magret de canard

Salmão Pojarski

Souflé de Três Queijos

Gourgetes

Sopa de Cebola

Souflê de café

Rougé en Écailles de Pomme du Terre
(Trilha na telha de batata)

Ao fundo: Luiz, Maeta, Eu, Clodomira, Francês, Emanuel e Ligia
Na frente: Gaeta, Tina, Lydiane, Ludmilla, Ana Priscilla, Almerinda e Fábio

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cozinha Francesa Clássica II


Steak au poivre, coisa fácil de fazer, moi a pimenta verde e coloca sobre o contra-filé amarrado nas laterais para dar o formato redondo. Deixa marinando uns 15 minutos com um pouco de conhaque e sela na frigideira. Selar significa usar pouco óleo. Flambe com o conhaque e depois coloque a carne no forno pré-aquecido (180º C) para acertar o ponto. Enquanto isso, deglaceie a frigideira com o creme de leite e é só acertar o sal e o ponto do molho, que é nappé, ou seja meio grosso (coloque as costas de uma colher no molho e depois faça um risco com o dedo, se o risco ficar é por que o molho está no ponto.  


Hûitre à la nage leva ostras com um molho ralo, quase uma sopa, com creme de leite e vinho riesling e ciboulette. Neste a Tina mandou bem pacas!!!!


Ovos nevados, dispensam comentários!


Ainda fico devendo as fotos do Blanquet de Veau e da Batata Tartiflete, que é uma batata gratinada com queijo reblochon, um queijo gorduroso paracaralho, fedido, mas extremamente saboroso. A história desse queijo é que ele é de uma re-ordenha, daí o nome. Pois na Idade Média tinha de pagar imposto sobre o leite, daí o aldeão ordenhava menos e pagava menos. Só depois ele ia ordenhar, mas o leite já estava muito gordo e também não tinha como guardar esse leite. Logo fazia-se o queijo.