quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Culinária Afetiva na Fixolimpiadas



O Culinária Afetiva ataca nas Fixolimpíadas. Mas afinal o que é fixolimpíadas? Trata-se de uma reunião de bicicleteiros que andam de roda-fixa em torno de competições em várias modalidades (corrida, subida de ladeira, arrancada, derrapada (skid) entre outras). O pontapé inicial deste evento será na sexta-feira com a segunda edição do Rock'n'rollo, que é uma corrida de bicicletas sobre rolos de treinamento, ligado a um velocimetro e dentro de um bar com muita música, algazarra, rock'n'roll e alcool. Elas acontecem duas vezes por ano, uma em São Paulo, outra em Curitiba. As atividades iniciam no sábado de manhã e a partir do meio dia terá uma confraternização sob a batuta do Culinária Afetiva. Entretanto este é um evento aberto a todo mundo que goste de comer bem. Não precisa ser bicicleteiro, ciclista, fixeiro e os cambau para participar do Culinária Afetiva. 

A escolha do molho é uma singela homenagem ao dileto amigo Julian Irusta, pois esta é uma receita do pai dele, que está num emocionado post no blog palitonageral.blogspot.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Culinária Afetiva no Lançamento do Livro do Ricardo Krieger

O paisagista paranaense, Ricardo Krieger, é tema do livro biográfico de autoria de seu filho, Robson Krieger. Responsável por romper com o preconceito da araucária e, consequentemente, a paisagem, que levava a pecha de acadêmica, Krieger forja sua importância no cenário artístico e histórico no Paraná. O lançamento foi neste domingo, com direito a quitutes afetivos: vychissoise, gazpacho, caponatta e mini hamburgeres de trigo, estes dois últimos feitos por Frare & Dulcio Gastronomia.  Além do livro a exposição conta com obras inéditas de Ricardo Krieger.


As fotos serão postadas depois.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Culinária Afetiva na Tag and Juice

O que é Tag and Juice? É uma loja de cultura urbana e bicicletas de roda fixa. Comandada pelo Pablo Gallardo e o Billy Castilho, surgiu como uma alternativa as demais lojinhas urbaninhas há um ano atras. Lá tem espaço para muita coisa: rodas fixa, livros, galeria de arte, café e aos finais de semana sempre rola um evento unido tudo isso embalado com música, vídeo e comidinhas. É aí que eu entro, nesta quarta-feira o Diego, the kid, irá abrir sua exposição intitulada "Velocult", que já mostrou aqui no Paço da Liberdade. Daí ele me convidou para aprontar os quitutes para servir. Assim, além das obras do Diego, a turma vai provar rolinhos de papel de arroz puxados no curry verde com molho de pimenta agri-doce.  Veja o material abaixo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Culinária afetiva na Mídia Impressa

 Eis um print do site da Folha de Londrina, pois o link é acessível aos cadastrados, daí posto assim para facilitar a vida dos leitores deste blog.

Para ler em tamanho maior, é só clicar nas imagens.



Fonte:
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id_folha=2-1--5222-20101120 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Culinária Afetiva Convida

Só para lembrar a todos que neste sábado, dia 20.11.2010 tem mais uma edição do Culinária Afetiva. Desta vez não estarei pilotando o fogão mas sim os talentosos Rodrigo Dulcio e Mariana Frare com um menu delicioso que veio ao encontro do espírito do Culinária Afetiva, ou seja, comida feita por amigos e para amigos. Despretensiosa, saborosa, com alguma referência algum sentimento ou sensação boa que paira na memória. Culinária sem rodeios ou firulas, simples e direta. 

Clique na imagem para ampliar

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Receita da semana: Nasi Goreng

Nasi goreng é um prato indonésico servido como café da manhã por aquelas bandas. Leva arroz do dia anterior, alho, pimenta, cebola, ceboura, uma pasta que depois explico como se faz, pure de tomate, kecap (não é ketchup, mas sim molho de soja asiático), arroz camarão, vagens, peru ou frango, cebolinha, ovo frito, cebola frita, e uma guarnição de pepino e tomate. A pasta de nasi goreng é assim: pimenta do reino, macadâmia, noz moscada, capim limão, gengibre, alho, galangal (que é parecido com gengibre), alho, curcuma, açucar de palmeira, pasta de camarão, suco de limão e óleo, tudo amassado no pilão.

Achei esse vídeo na internet, é bem didático.


Você pode encontrar variações desse prato, pois se trata de uma criação popular, sujeita a variações. É claro que tudo tem limites, você não vai colocar queijo roquefort ou usar carne de barreado em vez do camarão. Mas vai que fica bom, dá até para tentar.

Estou pensando em fazer um evento com esse prato, que tal?

sábado, 13 de novembro de 2010

Culinária Afetiva em Ponta dos Ganchos


Neste final de semana nos preparamos para uma incursão gastronomica em outras terras. Fomos convidados pela diretoria do Iate Clube de Caiobá para fazer dois jantares na Sub-sede que fica em Ganchos, no município de Governador Celso Ramos, a 50 km de Florianópolis. A região é bem acidentada, o que faz ter várias praias pequenas exclusivas. O acesso é público e e bem tranquilo, poucas pessoas vão. O lugar em si fica numa praia que não tem construção além da sub sede e de uma associação de pescadores. Além disso, tem umas barracas de pescadores e dois bares, onde come-se muito bem.

O cardápio ficou assim, no sábado, entrada de salame espanhol, presunto cru e linguiça com pesto de rúcula. O prato principal é salada e paella. E de sobremesa, brownie (da Carol Garofani) com sorvete de creme e calda de chocolate. Ah, e para beber vai ter sangria.

No domingo o jantar será assim: um aperitivo de conserva de pepino no shoyu, uma entrada de rolos de arroz com carne de siri. O prato principal será pad tai e de sobremesa, sorvete de creme com calda de frutas vermelhas.

Depois posto mais fotos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Culinária de Los Muertos - Fotos

Aqui estão as fotos o Culinária Afetiva, edição do Dia de Los Muertos, com direito a um rolê de bike no dia anterior, todos devidamente caracterizados de caveiras e tal. Veja as fotos aqui, aqui e aqui. 

Seguem meus agradecimentos ao Paulo Zanatta, Gabi Ginger, Carol Garofani, Bruno Hoffmann, Rafael Trucker, Camile Laufer, Guilherme Caldas, Fernanda Ayres, Maria Fernanda, Gabriel Lima e a todos que compareceram para celebrar os nossos antepassados, beber tequila, comer comida mexicana e se divertir noite adentro.

As fotos são da Maria Fernanda, talentosa estudante de fotografia.



























terça-feira, 2 de novembro de 2010

Culinária Afetiva Familiar

Eis aqui fotos tardias do Culinária Afetiva Familiar, um evento fechado, reservado e exclusivo.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Edição Familiar


Semana passada fiz um jantar para os meus aqui em casa e tinha me dado conta que desde que vim morar sozinho só convidei meus pais, irmão e irmã uma mísera vez, e olha lá. Foi quando convidei a turma para vir aqui e resolvi fazer desse convite um hábito saudável: fazer jantares semanais para minha família. Pois não sou eu que vivo dizendo que os almoços na casa da minha vó aos sábados eram memoráveis? Pois não fui eu que inventei esse conceito de comida de amigo para amigo? Celebrarei semanalmente todo o amor e carinho com aqueles e daqueles que me escolheram e quem escolhi. Afinal família a gente não escolhe, os amigos sim. Está oficialmente inaugurada a Edição Familiar da Culinária Afetiva.

Culinária Afetiva no Dia de Los Muertos!

Cartaz por Bruno Hoffmann
Esta edição do Culinária Afetiva será para celebrar o dia dos Mortos,  que é a versão mexicana do nosso dia de finados.  Daí o cardápio de insipiração mexicana. O menu não será fechado, com entrada, prato principal e sobremesa, como das outras vezes, mas sim,  porções de nachos, burritos e quesadillas que podem ser pedidos separadamente. E para acompanhar, drinks,  tequila e cerveja. Distotecagem do 'carnal' DJ Rafael Trucker. Nos vemos lá. Um abraço afetivo, chicos e chicas!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Elogio do 'kilo', por Carlos A. Dória

"Comida a peso só poderia aparecer num país de tanta convergência étnica e tão baixa tradição culinária quanto o Brasil.

O arroz, o feijão preto, um pedaço de paio e uma costelinha estão arranjados como um diminuto jardim em torno de um enorme obelisco vermelho, que é um pedaço de melancia cortada com apuro e assentado sobre uma “grama” de couve. Arrumados nos quadrantes do prato, quatro sushis lembram banquinhos nessa minipraça comestível. Tudo deu 450 gramas. A secretária gordinha sorri satisfeita, enquanto busca um canto para se sentar à mesa de sua amiga, que está diante de um prato com macarrão ao molho branco e bacon, banana fatiada e sushi.

Estamos num “kilo”, evidentemente. A grafia com “k” mostra que, apesar do vínculo com o “quilo” (a balança), nada se assemelha a esta invenção brasileira.

Ninguém sabe ao certo como começou. Muitos recordam o bufê que surgiu, da noite para o dia, nas churrascarias em crise à época do Plano Collor. As carnes eram proibitivas, e os donos de churrascaria introduziram o bufê e derrubaram os preços. A nova onda se firmou trocando “seis por meia dúzia”, mas logo as churrascarias voltaram ao antigo movimento, e a equação de ganhos foi de novo se armando, já não só à sombra dos prazeres da carne.

Hoje, nas grandes churrascarias de rodízio em São Paulo, há pessoas que sequer chegam ao momento da carne, que é o momento da verdade. Muitas se perdem nas saladas, pastéis, massas, queijos, sushis, camarões, paellas e demais armadilhas para saciar a fome através de ciladas bem arquitetadas para capturar o paladar.

Esses bufês ganharam autonomia e, como modelo, disseminaram-se como sistema “o senhor que serve” (o self-service). Até que alguém resolveu introduzir um critério de justiça salomônica no preço fixo: a cada um segundo a sua fome. Nascia o bufê “a kilo”. Hoje esta modalidade responde de modo crescente pela “alimentação fora do domicílio” que consome 25% da renda das famílias brasileiras1.

Sua força na desestruturação de restaurantes tradicionais é enorme. Alguns, tentando resistir, ficam a meio caminho. É possível encontrar no Rio de Janeiro, restaurantes espanhóis, outrora enfatiotados, que hoje servem paella... ”a kilo”. Claro, ao lado da paella vai se insinuando também o balcão típico e variado dessa nova instituição alimentar brasileira.

Teóricos modernos da administração vêem no “kilo” um exemplo bem sucedido de desintermediação. Entre o mercado e a mesa, um número mínimo de operações comerciais. Até o garçom foi dispensado. Já sociólogos diriam que o capital externalizou o custo de reprodução da força de trabalho, terceirizando o antigo restaurante da fábrica. Economistas de esquerda reconhecem no kilo a subsunção da alimentação ao capital financeiro, uma vez que o kilo não seria possível sem o ticket-refeição. O nutricionista saúda o kilo como o triunfo de uma racionalidade que só a variedade de carnes, legumes e frutas permite construir.

Finalmente, o dono do restaurante, embora reclame da opressão do ticket-refeição, reconhece nele o alcance de um patamar de racionalidade e cálculo nunca antes imaginado. Na segunda-feira é o brócolis e a couve-flor, na terça feira, o que sobrou se torna sopa de legumes, e assim por diante. Nada se perde, tudo se cria. O cliente, acha tudo muito justo, pois excetuando os kilos “malandros”, que ainda usam pratos de porcelana, nos kilos a comida em pratos de vidro (a tara) pesa sempre a mesma coisa, dependendo apenas de cada um balancear a fome e o bolso.

Claro, há kilos de todo tipo. Finos, médios, proletários. Mesmo assim, e com base no fato objetivo de que os homens comem, em média por refeição, 500 g, e as mulheres, 400 g, quem precisa contar centavos pode programar o gasto mensal com exatidão. É possível também saber que não se comerá mal, ou pelo menos não tão mal como antes, no restaurante da fábrica ou em seus simulacros de rua.

Há kilos onde se come mais barato quanto mais cedo, ou mais tarde. Nas pontas das refeições, quando a competição por assentos é menor, o preço sinaliza um acolhimento especial para os espertos e previdentes. Então, o que parece linear, homogêneo, se diferencia finoriamente. Há a hora do office-boy e a hora do gerente. Como a hora da onça beber água e a hora dos demais bichos da floresta. Um entra, os outros saem. É mais dissimulado do que nos antigos refeitórios de fábrica, onde a presença simultânea de chefes e subordinados exigia um tablado para projetar a hierarquia sobre o espaço comum.

Mas o kilo vai além. Diante do seu balcão, a cultura gastronômica do indivíduo vale nada, ou melhor, é equivalente à de todos. Apenas um capricho. Em outras palavras, diariamente milhões de pessoas são instadas a se comportarem como chef cuisine de si próprias no maior exercício de liberdade gastronômica que se pode imaginar.

A teoria gastronômica é bastante simples em seus fundamentos. O indivíduo está sempre diante da cultura (a seleção social do que é comestível num dado habitat), e o seu gosto se tece através de uma série de mediações: a família, os amigos e, mais modernamente, o chef cuisine dos restaurantes. Há sempre alguém que lhe mostra os caminhos a seguir na busca do prazer, desviando-o dos tabus alimentares, até constituir a sua preferência pessoal em meio a tantas e variadas possibilidades. Depois, há o caminho a percorrer fugindo da monotonia que a reiteração das preferências cria. Claro, esta segunda trajetória é opcional.

No kilo não. Está tudo ali, goste-se ou não. Você pode nem tocar o quiabo ou o jiló, mas eles estão lá, denunciando alguém “enjoado”. Cabem também onívoros proletários. O desnudamento da educação do paladar segundo recortes de classe, de origem étnica ou refinamento pessoal, é também a base da (re) construção de um eu gastronômico mais profundo. Afinal de contas, há mesmo algo criativo na melancia que substitui a monótona laranja na feijoada da secretária -simplesmente é um arranjo inimaginável dentro dos cânones gastronômicos, brotando de um “eu” distante das cozinhas.

Auguste Escoffier, na sua acurada sabedoria comercial, dizia que os chefs devem sempre se curvar às tendências e preferências da clientela. Neste sentido, os kilos podem desempenhar para a criação gastronômica o mesmo papel que a street wear para os estilistas de moda.

É a reiteração dos gestos que cria a moda. O melhor exemplo que o kilo nos oferece é o da reinterpretação de produtos da cozinha japonesa. O sushi deixa de ser a base e esteio de um sistema culinário para se converter numa espécie de “bom-bocado” ou amuse-gueule, instaurando um verdadeiro anacoluto à mesa. E sabe-se lá o que o sushi, no novo contexto, evoca para cada um...

Seja como for, o que parece uma heresia não o é. Chefs americanos, como Daniel Boloud, têm, nas suas gastronomias, capítulos para o sushi descontextualizado do seu Oriente. A alta cozinha se abriu para o japonismo e engoliu o sushi. Já a cozinha japonesa se mostra refratária à arte gastronômica tal e qual o Ocidente a entende, pois o seu valor reside na excelência das matérias-primas mais do que nos gestos que produzem o que vai à boca.

Há também um outro aspecto democrático no kilo que talvez o sushi não permita ver, mas que é claro no caso do tomate seco temperado, verdadeira coqueluche de anos atrás nos restaurantes italianizados. O mesmo acontece com a mussarela de búfala. Ambos podem estar lá, no kilo, ao dispor de qualquer um, sem maiores rituais em gramas democraticamente pesadas.

Ora, diante da bancada do kilo há um arrumar-se para comer semelhante ao arrumar-se para sair, diante do espelho. A projeção do “eu gastronômico” no prato é evidente. Quanto maior o repertório e as possibilidades combinatórias, maior a quantidade de “eus” comensais que podem se expressar.

O kilo é quase confessional. Há um convite a ousar, longe da família, longe das regras de composição dos pratos -um terreno de experimentação e criatividade individual talvez maior do que os restaurantes de culinária ultramoderna conseguem propor. No kilo podemos ir ao encontro das idiossincrasias que existem em nós mesmos e que antes não possuíam espaço social para se manifestar. O kilo convida à transgressão sem, com isso, amolar alguém.

É claro que o kilo só poderia aparecer num país de tanta convergência étnica e, ao mesmo tempo, de tão baixa tradição e uniformidade culinária. O resultado é o repertório amplo e regras frouxas de combinação. Mas a desconstrução e a reconstrução são regras da gastronomia ultramoderna e, de repente, se está diante de uma atualidade inesperada.

As frutas, por exemplo, atravessaram a barreira da sobremesa e ganharam o estatuto de “acompanhamento”. O mamão, a laranja, a melancia ou o caqui se alternam ao lado da carne, da massa, borrando a ordem arbitrária que as confinava na pós-refeição, como um fecho. Tudo o que é do agrado pode estar ali, no prato, em fila, numa riqueza combinatória inédita.

Os dois grandes atores dessa nova cozinha popular são, de um lado, os indivíduos e suas fabulações gastronômicas e, do outro, o bolso -este encarnado no ticket-restaurante e na racionalidade capitalista do dono do kilo.

É difícil imaginar qual será o impacto de longo prazo dessa nova instituição no desenho do gosto médio da população brasileira. Seguramente já indica que o tradicional arroz com feijão, bife e batata frita é um cardápio caduco que ficou para trás. Também mostra que, finalmente, as influências étnicas não configuram mais nichos de sabores, dissolvendo-se num grande melting pot, ou numa espécie de “cardápio do crioulo doido”, que, diariamente, se faz e desfaz em milhões de pratos à mesa. Não há como negar: o kilo é o fim, ou um novo começo.


(Carlos Alberto Dória

É sociólogo e ensaísta, autor, entre outros livros, de "Ensaios Enveredados", "Bordado da Fama" e o recém-lançado "Os Federais da Cultura" (ed. Biruta).)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Terra, Mar e Ar - Segunda Edição

O Culinária Afetiva orgulhosamente apresenta a segunda edição do Terra, Mar e Ar, que terá como inspiração o ar, ou seja, os pratos serão feitos com aves, exceto a sobremesa. Eis o cartaz com mais informações.